::. Beijo Livre .::

: Porquê bom é beijar na boca e ser feliz! :

Segunda-feira, Dezembro 29, 2003

Um Domingo Histórico



Emocionante. É o melhor adjetivo para descrever, com uma palavra, o show de Maria Rita ontem, nas areias de Copacabana.

Apesar das músicas de seu disco de estréia serem basicamente lentas, e de instrumental sofisticado, muitas vezes visitando o jazz e o blues, o enorme público de mais de 100.000 pessoas cantou junto, correspondendo a cada música com o carinho que essa menina merece.

Sim, ela é filha da Elis, e tem por isso mesmo todo o background de mídia que este nome, este rosto, e este timbre de voz inevitavelmente pedem. Mas ela tem talento para facilmente se tornar a nova Diva da MPB. Por muito tempo.

Ao fim do primeiro show que faz para um público tão grande, ao ar livre e com sua barriguinha de grávida já aparecendo, visivelmente emocionada ela chorou, e chorou muito. E muita gente chorou junto.



Em seguida, foi a vez de nos surpreender a competência, e a qualidade da banda de Lenine. Um showzaço mesmo. Quando começou a soar o "Jack Soul Brasileiro", no fim do show, não tinha quem conseguisse ficar parado.

E para o delírio absoluto do público, ainda voltou ao palco Maria Rita, para dividir com Lenine a interpretação da música dele gravada por ela, "Lavadeira do Rio", e mais uma inédita.

Em resumo, um domingo histórico, para fechar 2003 com chave de ouro.

E, uma vez que este talvez seja o último post do ano, aproveitamos para desejar a todos aqueles que nos visitaram, e ajudaram a fazer a estréia da ONG Beijo Livre o sucesso que foi, um novo ano cheio de sucesso, saúde, boas realizações, e muitos, muitos e livres beijos!



Sexta-feira, Dezembro 26, 2003

Selinho em Branco e Preto



Tudo bem, você pode até não gostar. Mas vai dizer que isso não é romântico a beça?


Segunda-feira, Dezembro 22, 2003

Novidades no BL!

Amigos,

Estamos neste fim de ano inaugurando algumas novidades no blog da ONG Beijo Livre. A principal é a criação do "Grupo Beijo Livre" - lista de email do Yahoo! Groups, que substitui a lista de membros que ficava na coluna ao lado. Agora, os membros do grupo passarão a receber as notícias da ONG por email, e a associação de novos membros será automática, através do Yahoo!

Além disso, estamos dando aos poucos uma melhorada no lay-out do BLOG. Sugestões são sempre bem vindas.

Beijos Livres!


Segunda-feira, Dezembro 15, 2003

Off Topic: Beijo Livre também é cultura - II

Já que estamos "culturais" hoje, vamos continuar falando de Artes. Faz algum tempo, postamos aqui "O Beijo, de Rodin", que é uma escultura belíssima, e fez grande sucesso aqui no BL. Hoje, vamos postar mais duas obras primas.

O Beijo, de Rubens Guerchman



Segundo Ana Maria Escallón: "Rubens Gerchman é um artista que indubitavelmente assume um barroco de onde impõem a inquietude do gesto contínuo e ratifica a liberdade expressiva como ética. É um artista latino-americano, que reafirma uma figuração expressiva própria, carregada de fundamentos, de pressentimentos cálidos, de perturbação da selva, de caos das cidades.

Seu trabalho busca a representação de um mundo onde se impõem a síntese monumental de uma trajetória. Gerchman não omite nenhum de seus caminhos, apresentando inclusive sua etapa conceitual, em que explica a possibilidade de uma nova geografia."


O Beijo, de Gustav Klimt



"Artista vienense, Gustav Klimt chocou as platéias no início do século 20 com suas pinturas não ortodoxas e sutilmente eróticas.

Nascido em Baumgarten, um subúrbio de Viena, o interesse de Klimt pela arte foi incutido por seu pai, um entalhador em ouro e prata. O treinamento formal do artista começou em Kunstgewerbeschule, em Viena.

Um simbolista, Klimt fundou a Vienna Secession, um grupo de artistas que se reuniu para condenar a pintura acadêmica conservadora da época. Rejeitando a imagem popular contemporânea, o artista buscou inspiração em fontes exóticas, mais notavelmente nos mosaicos Bizantinos. Em O Beijo, a obra mais conhecida de Klimt, figuras lindamente estendidas flutuam no espaço, como em sonho, enroladas em uma veste abstrata de mosaicos que revela seus contornos físicos com graciosidade. A linha rítmica e a forma biomórfica das pinturas inigualáveis de Klimt exerceram uma forte influência sobre o movimento Art Noveau."

* Este post foi concebido pela Trinity_RJ

Off Topic: Beijo Livre também é cultura



O BL foi conferir no último sábado, nas areias de Copacabana, o show de Jorge Benjor, promovido pela Prefeitura do Rio. Eu e Trinity matamos saudades de sucessos como "Mais que Nada" e "País Tropical", entre outros.

O som não estava perfeito - algumas vezes o som da Banda do Zé Pretinho engolia a voz do Jorge, que estava baixa - mas o clima perfeito, e a tática da Trinity de irmos andando desde uma quadra antes, pela areia da praia, para evitarmos o tumulto, fez a noite valer a pena.

Sábado que vem, às 20 hs, na mesma série de shows da Prefeitura, tem Ed Motta e Frejat. Quem se habilita?

Beijos Livres!



Terça-feira, Dezembro 09, 2003

O Beijo do Ano



Ela, sempre ela. Mostrou à novata Britney Spears, e também à Christina Aguilera, como se interpreta com propriedade o papel de "sex symbol", como se surpreende uma platéia de milhões de espectadores, e como se faz marketing de massas como ninguém: sendo inovadora.

Britney bem que vem tentando seguir os passos da "putinha No.1 da América", mas ainda vai ter que rebolar um bocado para chegar aos pés da professora Madonna.

Por isso, nós do BL elegemos o beijo de Madonna e Britney, por seu simbolismo, como o beijo do ano de 2003.



Quarta-feira, Dezembro 03, 2003

Uma nova Revolução Sexual?



Morador do Rio desde que nasci, carioca com muito orgulho, e boêmio de nascença, tenho recentemente tido predileção por frequentar boites mais "alternativas" (para os paulistas que estão lendo, boite no Rio de Janeiro não significa zona de baixo meretrício - boite aqui é o mesmo que o barzinho daí).

Prefiro as alternativas porque, apesar de ter bom trânsito também pelas boites ditas "mauricinhas", gosto mais do tipo de som, e dos tipos variados que frequentam estes locais "descolados".

Não faz muito tempo, fui com um grupo de amigos curtir a noite de sexta na BUNKER, boite alternativa de Copacabana. Considero este dia o melhor da casa, pois toca rock hardcore de primeira qualidade.

Ainda não conhecia a casa, mas já sabia que a noite lá bombava. O que me deixou mais intrigado foi perceber o alto e interessante grau de libertinagem que rolava entre boa parte da galera.

Na pista principal, nos sofás, um grupo junto a cabine do DJ se revezava em beijos, entre sexos opostos e iguais, com grande naturalidade.

Nesta mesma pista, em outro sofá, um rapaz e duas moças trocavam beijos e carícias quentes. Neste caso, o rapaz era o preferido das duas moças, mas as duas não deixavam por isso de trocar gostosos afagos e beijos entre si.

Nos corredores então, que se cruzam, e dão acesso as três pistas da casa, vi cenas de beijações desenfreadas, grupais mesmo, em que no grupo não se definiam sexos, mãos, corpos, em conjuntos de 3, 4, ou 5 beijoqueiros por vez. Um grande amasso coletivo, digno de uma cena dos festivais hippies dos anos 60.

Isso é porque não cheguei a ir na pista que, segundo o habitués, é a mais frequentada por gays - talvez por ser também a mais isolada. Imaginem o que não estava rolando por lá...

Ainda que não com todo esse fulgor, tenho visto cenas muito semelhantes em todos os outros espaços alternativos da cidade: Casa da Matriz, Bukowisky, Fundição Progresso, festa LOUD!, Nautilus, entre outros.

Pode parecer impressão minha, mas fica a sensação de que a juventude do começo desse século - agora que os métodos contraceptivos e de prevenção às DST's são mais acessíveis e difundidos, e a AIDS já não é mais todo o TABU que foi nos anos 80 - está voltando aos poucos ao liberalismo típico dos anos 60 e 70.

Sim, é claro que estamos longe de estar revivendo a loucura dos anos 60, mas que parece que estamos começando a trilhar novamente o mesmo caminho, parece...

Alguém aí tem presenciado (ou vivido) experiências semelhantes?


Segunda-feira, Dezembro 01, 2003

A CHUVA E OS BEIJOS

Certamente as chuvas torrenciais que assolaram o Rio de Janeiro e outros estados na ultima semana trouxeram contratempos, principalmente de locomoção, mas eu gostaria de escrever sobre a combinação de chuva com beijos.

Essa é uma mistura genial, algo assim como arroz-feijão, café-com-leite, pipoca com cinema, sorvete com calor e outras preferências - cada um tem as suas.

Eu adoro sentir o barulhinho da chuva de olhos fechados e beijando-sendo beijada. Além disso a sensação de desproteção que a chuva provoca, contrasta com o sentimento de aconchego de um, ou muitos beijos...

Para finalizar, uma das minhas cenas preferidas de beijo é a do filme "Fim de Caso", do Neil Jordan, com Ralph Fiennes e Julianne Moore, num beijo apaixonado sob uma chuva desestruturante.

E você? Conte suas estórias de beijos na chuva....



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